Qual a diferença entre facelift e deep plane facelift?
Entenda a diferença entre o facelift tradicional e o deep plane facelift, em que planos cada técnica atua e por que o deep plane tende a um resultado mais natural.

Quem pesquisa sobre lifting facial logo encontra dois termos: facelift e deep plane facelift. Os dois têm o mesmo objetivo, que é rejuvenescer o rosto, mas atuam de formas bem diferentes. Entender essa diferença ajuda a ter expectativas mais realistas e a conversar melhor com o cirurgião.
Como o rosto envelhece
O envelhecimento facial não é só pele flácida. Com o tempo, os ligamentos que sustentam os tecidos ficam mais frouxos, as bolsas de gordura descem e perdem volume, e o osso também se modifica. O resultado é o sulco nasogeniano mais marcado, a perda de definição da mandíbula e o pescoço menos firme.
Por isso, tratar apenas a pele raramente resolve o problema de forma natural.
O facelift tradicional
No facelift tradicional (também chamado de lifting de SMAS), o cirurgião descola a pele e trata a camada muscular superficial do rosto, o SMAS, com pontos ou pequenas ressecções. Depois, a pele é reposicionada.
Pontos fortes e limites
- Funciona bem em casos de flacidez leve a moderada;
- Tem limitações na região central do rosto e no sulco nasogeniano;
- Quando a tração recai sobre a pele, pode surgir o aspecto de “rosto repuxado”.
O deep plane facelift
No deep plane facelift, o cirurgião entra em um plano abaixo do SMAS e libera os ligamentos de retenção. Assim, pele, gordura e músculo são reposicionados em bloco, na direção em que desceram com o tempo.
Por que o resultado tende a ser mais natural
- Os tecidos são movidos sem tensão excessiva na pele;
- O terço médio do rosto e o sulco nasogeniano são tratados de forma mais eficaz;
- O resultado costuma ser mais duradouro, porque as estruturas de sustentação foram reposicionadas.
A diferença não está em “puxar mais”, mas em reposicionar as estruturas certas, no plano certo.
Comparativo rápido
| Facelift tradicional | Deep plane facelift | |
|---|---|---|
| Plano de atuação | Pele e SMAS superficial | Abaixo do SMAS, com liberação de ligamentos |
| Terço médio e sulco nasogeniano | Efeito limitado | Efeito mais marcado |
| Aspecto | Risco de rosto repuxado se houver tensão na pele | Natural, sem tensão na pele |
| Exigência técnica | Moderada | Alta, exige domínio anatômico |
A importância da formação do cirurgião
Como o deep plane acontece em uma área onde passam ramos do nervo facial, a técnica exige conhecimento profundo da anatomia. A formação em Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial, como a do Dr. Adriano Borges pelo Hospital das Clínicas da USP, é um diferencial importante nesse tipo de cirurgia.
Qual é a melhor opção para você?
Não existe uma técnica melhor para todos. A escolha depende do seu padrão de envelhecimento, da qualidade da pele e do resultado que você espera. Na consulta, o cirurgião avalia esses pontos e explica qual abordagem faz mais sentido.
Saiba mais sobre o deep plane facelift em Brasília.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação individual.